terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Uma conversa fez-me lembrar de outras noites. Podia lembrar-me de lágrimas, desesperança, vazio, mas não. A memória acertou como uma flecha no que o verbo querer já conseguiu fazer de mim.
Lembrou-me o desejo sentido como uma dor física. A carne rosada, inchada, entre as pernas por palavras lidas, ouvidas, imagens vistas, trocadas, lembranças, fantasias. Horas volvidas com números azuis no despertador e o rolar incessante para um lado e para o outro da cama. Telefonemas tardios. Vozes roucas e quase em surdina. A mão despudorada em sentido descendente. Promessas, impulsos confessados e partilhados. A lingerie escabrosa, escolhida a dedo antes de encontros secretos e fortuitos, para provocar o mais possível, nem que desaparecesse do corpo, dez segundos depois de aparecer. A sensação de que se poderia viver sempre apenas daquela insanidade, e no segundo a seguir sentir que o corpo também tem um limite para os seus delírios. 
Jamais voltaria aquele "lugar". Mas não apago por nada a adrenalina que me deixou e que ainda me faz pulsar com ardor sempre que junto no pensamento, imagens deste ou daquele momento. Dou-me o direito de reviver e de ter a certeza que se alguma vez me vi e me mostrei no meu estado mais puro, foi ali. Só o verbo querer me nos importava.

terça-feira, 24 de novembro de 2015


Recebo o teu corpo, filho de uma noite gelada. Acolho-te, com o que melhor tenho para te dar, o meu calor e as minhas ganas de ti. Dou-te a minha nudez para que o teu sangue aqueça, e me faça arrepiar a mim. Gosto que essa pele morena passeie pela transparência da minha, e me desassossegue. És o meu melhor caos. O que totalmente desconstruído, me devolve o meu mais bonito reflexo. A melhor mulher que há em mim. Ninguém é de ninguém, mas eu sei que há instantes em que somos apenas um do outro.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

terça-feira, 27 de outubro de 2015


No peito, o ar ainda corre em frenesim. No meio das pernas, o sexo, satisfeito. Tento aquietar-me. Fecho os olhos e gozo a sensação de ter o teu peito a ferver, colado às minhas costas, em busca de um merecido descanso. Deixo-me ir. Ouço a minha respiração, e depressa percebo que não vou conseguir dormir. Perco-me. Relembro, revivo, continuo alerta…e desperta. Amaldiçoo este desassossego que parece nunca me largar. Quase posso sentir a minha pele eriçar-se a cada nova imagem que me surge na cabeça, e quando dou por mim, a tua mão pousada na minha perna e o fôlego em brasa contra o meu pescoço, parecem-me uma provocação insuportável. Devagar, esfrego o rabo contra ti, e aguardo a reacção. Continuo. Quando já começo a pensar em mudar a minha estratégia, os teus dedos descem por mim e agarram-me num movimento repentino. A surpresa faz-me suspirar mais alto do que devia, mas é impossível ignorar a violência com que a sinto pulsar contra a tua mão. Fode-me. Outra vez. Fode-me toda. Sem dó nem piedade. Até perderes as forças. Abro as pernas e ofereço-me. O rasgar é ardente e intempestivo, como dita a loucura. Entrego-me ao momento e não quero que nenhuma sensação me escape. Sinto, nos nossos corpos, ainda o cheiro do sexo que tínhamos quase acabado de fazer e a ira deste que fazemos agora. Procuro as tempestades mais violentas e deixo-me arrastar em todos os delírios que me impões. A febre só baixa quando o corpo pede clemência. Sossegamos. Sossego. Agora sim.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O meu corpo viaja e lembro-me...dela.
As sardas de menina...os demónios de mulher. A gargalhada traquina e o olhar intempestivo. Perco as horas debaixo do meu edredon branco, num fim de tarde fora de rotina, frio e com chuva à mistura.
Na ponta dos dedos, o calor da minha própria pele. Na cabeça, o fogo que (ainda) me desperta. Conduzo a mão pelos retalhos que tenho dentro de mim. Cheiros, sabores, momentos, impulsos, imagens que se tatuaram sem pedir licença... 
Sinto a carne aflita e no instante seguinte o corpo estremece-me, violento, contra os dedos. Enquanto espero o fôlego acalmar, puxo o edredon e aninho-me mais. Fecho os olhos e adormeço um pouco. De sorriso saciado, acredito, pela beleza brutalmente simples das coisas, às quais, provavelmente morrerei, sem conseguir atribuir nome.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Pela primeira vez em tempos, por dentro do peito duro, encontro(-lhe) um coração sossegado. Passo uma vez e outra a mão, sei que desta vez, não para acalmar o desejo, mas para ter a certeza de que dentro dele reina a paz. Não sei nada sobre o amor, mas talvez além de mares revoltos, também nisso dos amores, caiba esta coisa de conseguir respirar mais devagar por saber que noutra carne o sangue, igualmente, pulsa mais sereno nas veias.
Procuro a boca, mas acabo por deixar que seja ela a invadir-me, sem lhe resistir. Quero que me conte sem pudores os segredos que tem guardados, e que ditos por palavras perderiam todo o seu significado. Arranca-se, lá de dentro, o vermelho vivo e quebram-se algemas, esquecem-se as normas e as regras, e puxo para mim, o seu lado mais instintivo, impensado e cru. É o "ele" dele no seu estado mais puro, e que, sem questionar, me faz saber o quão ´nu´ se mostra para mim, sem lugares comuns ou amo-te´s tremidos à beira do orgasmo.
A adrenalina cresce da desconstrução e da curva cega, tatua-se nas marcas rosadas marcadas em brasa na pele e o prazer nasce simplesmente disso. De nós, do que temos e da dose de inferno e de céu que conquistámos por direito.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

 "One of the most healing things you can do is recognize where in your life you are your own poison."

Steve Maraboli

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

O vento leve de Outono sopra sobre as feridas e reacende, por momentos, algumas dores. Até parece que já te esqueceste de como os corações selvagens fazem sempre vítimas por onde quer que passem...
Quem é pior? Tu e esse ópio que te domina, ou o tempo que, impiedoso, te ensurdece com as badaladas loucas de um relógio que queres parar e simplesmente se ri na tua cara? Quem se queima em labaredas, nunca se habituará às cinzas. Ficará sempre no ar, este ou aquele segundo em que as saudades do que não se viveu cravam os seus dentes afiados, na carne.
Há um peito para encostar a cabeça, uns dedos que se enterram no cabelo e um coração para ouvir, lá, dentro da armadura. Mas há também uma voz, um sussurro que sopra imagens tão vivas e que trazem à memória sentimentos tão transparentes que ainda nos desenham no rosto um sorriso aberto. Dolorido, mas sempre um sorriso.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O suspiro por um breve instante. Antes de pagar com o corpo a adrenalina que agita o sangue por mexer com as loucuras do mundo, todos os dias. 
Apaga-se a insanidade cinzenta e acende-se o vermelho que arde e queima. Há coisas para as quais nunca perdemos o jeito. Há coisas para as quais nunca perdemos a vontade, não interessa o quanto já saibamos delas.
A ´guerra´ é para deixar marcas. Para satisfazer sem pensar. Para purgar na outra carne, demónios de quem nem se conhece bem o nome, mas que são tão reais. Como eu...e tu.
Na paixão há sempre algo de violento, e talvez por isso, sejamos sempre tão insaciáveis por ela. Águas calmas não inspiram ninguém...
Tratemos da fome.
Logo, teremos tempo para o amor.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015


Confessa-te a mim... 
Palavras leva-as o vento, mas a pele, essa, nunca esquece. Ofereço o calor do meu corpo para arder contigo. Não me encontres, porque gosto-te perdido. A tua febre consome-me e instiga-me a entrar em delírio. Perco o norte e só obedeço ao que os sentidos me impõem. Confunde o teu cheiro com o meu e partilha comigo o sabor que temos juntos. Boca a boca.
Apetece-me ser o vício. A razão de viver…e de morrer, quando a carne gritar que não aguenta mais.
Ferve o sangue, violento, nas veias. Não há como travá-lo quando te empurra abismo abaixo, ansioso por te cravar no corpo todas as sensações possíveis de serem vividas.
Guardo comigo as cores dos teus segredos, e a certeza de que há sentires que não conhecem limites...

quinta-feira, 30 de julho de 2015

terça-feira, 14 de julho de 2015

Ele era a sua maior paz e o seu mais absoluto desassossego. O eterno instigador. O que a levava a reinventar-se a cada novo fôlego. O que não lhe permitia desviar do objectivo, o que a fazia querer caçar e ser a presa. O parceiro de jogo mais hábil e insaciável. O que pintava fora das linhas e em cores que a faziam faminta. O equilíbrio. A voz da razão. O queimar de um corpo sempre febril. O abraço que a acalmava e inquietava, ao mesmo tempo. Aquele de quem ansiava saber sempre mais, mesmo já sabendo tanto. O sentir sem matemáticas. O alimento e a gula para os sentidos dela. O veneno tomado por gosto e sem critério. As águas calmas e o maremoto que tudo parecia levar na sua frente. O azul do céu e o vermelho do inferno.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Água, peles quentes e as horas infinitas da madrugada.
Paixão é barulho...cumplicidade é (este) silêncio. 
Mente vazia e corpo entregue simplesmente ao que o segundo a seguir, ditar...

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Não sabes a partir de que momento nem como começa. Quando dás por ti, todos os poros já estão em alvoroço e a carne num frenesim. O teu corpo quer ser tomado por quem sabe o que faz febre na tua pele, e tu entregas-te no tudo ou nada habitual. Um momento de cada vez, e ali, além daquelas duas obsessões, não existe mais nada. É dele o sexo duro que queres que te preencha os vazios, um após o outro. Uma morte após a outra. Uma insanidade tão partilhada, quanto a mistura que te escorre a ti e a ele pelo corpo, e cuja química tem um sabor diferente de qualquer outra coisa que porventura exista.
Há momentos em que és mais tu. És tu em todas as tuas cores e sombras.
O teu corpo não mente.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

O corpo. Aquele corpo. O que é carne, mas também é sonho, fantasia e um fim em si mesmo. O corpo que nos lê na pele, os textos que escrevemos, em dialecto complicado, que tantos passam à frente, porque é tão mais fácil simplesmente abanar a cabeça em monossílabo. O corpo (a corpo) da guerra, do suor que escorre, das unhas cravadas, do verbo foder exasperado ao ouvido. O corpo da paz. Das águas calmas, depois da tempestade. O abraço que dá sentido até às contas impossíveis de fazer de cabeça. O parceiro mais hábil e insaciável, com o quem o jogo sempre recomeça...
Todos o procuram. 

quarta-feira, 24 de junho de 2015


Os cabelos claros por entre os dedos, os lábios rosados e o toque da pele fininha, salpicada por algumas sardas. O cheiro doce junto ao pescoço e a curva do ombro macio. O boca-a-boca de chocolate com pimenta, porque o querer tem a sua própria forma de falar, e não, nem sempre é suave como a cor de leite da tua carne.
Esquecemos a vida por um instante. Outras febres, outros mares de loucura. Criamos um tempo nosso, onde mais ninguém descodifica o mais ínfimo sinal, porque eles...não somos nós. 
As cores são muitas para quem tem o mundo a pulsar dentro do peito...

terça-feira, 23 de junho de 2015

Cravou-lhe os lábios vermelhos corpo fora, como quem marca o território que é seu. A pertença dos instintos mais básicos e incontroláveis daquelas duas peles continuava a ser certa, não interessava quantas mãos as usassem e abusassem.
Vestiu o diabo nas meias pretas rendadas que lhe adornavam as pernas até à coxa, e no cabelo negro e comprido, que lhe emoldurava a pele branca, nua.
Enredou-o a ele, na teia, atraindo-o, até cegá-lo a tudo o resto. Envolveu-lhe a carne no veludo quente da sua boca e fê-lo sentir com a mão o quanto estava pronta, oferecendo-lhe em seguida os seus vazios para que ele os preenchesse. Satisfez-se de forma egoísta e sem culpa, não contou quantas vezes, mas a plena saciedade só chegou, quando sentiu o prazer dele escorrer-lhe pelo peito em trilhos de inquestionável e ardente gozo. Lambeu-lhes o sabor da ponta dos dedos, e guardou-o para si, quase como um segredo.
Já recomposta, despiu para ele, peça por peça, a pele daquela estranha. Tomaram um duche e bateram a porta sem olhar para trás. Aquela outra mulher ficaria para sempre ali, algures na energia inquietante daquele quarto e no cheiro daqueles lençóis.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Prometi ficar quieta. Só ali, deitada, olhos a varrerem-lhe o corpo, queimar e enlouquecer por dentro. Não há duas vezes iguais. A mão, sempre assertiva ao ponto certo, já sei de cor, tão diferente de mim, que preciso sentir-me por inteiro para me saciar. Vou cumprindo a promessa. Olho só. Os dedos que não aguentaram muito por cima do tecido e já agarram na carne. Tenho física e química a que prestar atenção e, divido-me, não querendo perder nada. As palavras são breves, e tento não me deixar distrair pelos pensamentos que me surgem enquanto estou ali. Tudo se passa na minha frente, mas eu prometi não usar o meu corpo para comunicar...nem para satisfazer.
Os gestos ficam brutos, os músculos da barriga contraem e descontraem, o meu peito que enche uma das mãos de repente...não era suposto, mas não me afasto. Não agora. Ponho a minha por cima da dele e faço-o sentir(-me) mais. Chego mais perto. Sinto-lhe o cheiro da pele em brasa, o calor no pescoço, não seguro a boca a beijo-o. Retiro-me antes que me perca de vez. Concentro-me. Sinto o aproximar, o fim que ele vê como alívio e eu...como recomeço. Vejo os dedos. Vejo os olhos. E os dedos outra vez, que no  segundo a seguir se encharcam e me fazem sede. Quero sentir-lhe o prazer com as mãos, mas por agora, detenho-me só como espectadora...
Espero o peito acalmar e recebo o virar de jogo como um desafio.
Trocamos?

sábado, 13 de junho de 2015

Puxo de um cigarro. É o terceiro em menos de uma hora. Enquanto o primeiro fumo me sai pela boca, penso rapidamente no quanto só consigo viver assim. Sou compulsiva em tudo o que faço. Só sei tirar partido se viver assim, à bruta e sem comedimento. Só sei querer com desespero. Só sei amar com todas as doses de loucura inerentes. Preciso de sentir o limite bem próximo para ter na boca o sabor das coisas. Em certos momentos culpo-me por isso. Talvez por ser tão obsessiva e por de certa forma arrastar comigo quem de mim se aproxima. Por obrigá-los a compartilhar dos meus delírios. Por querer que se sintam tão no fio da navalha e tão insanos quanto eu. 
Estou como gosto. A escrever na rua, no meu sítio favorito, sentada com uma perna encolhida por baixo de mim, e de cigarro na boca. O cigarro mata. Mas viver, também mata. E viver numa cabeça como a minha às vezes parece matar mais do que a vida. Não peço a ninguém que me perceba. Eu vivo, mas não quero compreender-me. Prefiro assim. 
Sei que há coisas  que provavelmente não deveria fazer, mas não consigo. Não consigo parar.
Não consigo sossegar, fechar os olhos e ficar quieta,simplesmente. Em mim, tem que haver sempre algum movimento.
Bênção e maldição. Ideias desarrumadas que contrastam com sentimentos tão límpidos. Viver numa cabeça que é uma plena comunhão de contrários é um jogo em que parecem estar-nos sempre a baralhar as peças…

sexta-feira, 12 de junho de 2015

terça-feira, 9 de junho de 2015

A língua que me lambe e os lábios que me sorvem. A cara enterrada entre as minhas pernas, lambuzando-se de mim e fazendo-me arquear as costas ao som da minha feita-forçada-muda loucura. A barba que me arranha e me encarnece a pele. O orgasmo destruidor e os meus espasmos na boca dele, que me bebe até à ultima gota. O levantar súbito, ainda meio zonza e a procura desenfreada pelo sexo dele que quero engolir. O cheiro, o sabor, as gotas de desejo. Desisto rapidamente de provocar porque preciso saciar a minha fixação e ele não aguenta mais. Tomo-o inteiro até à garganta. As mãos dele que agarram os meus cabelos e forçam um pouco mais. O revirar de olhos dele. O deixar cair da cabeça para trás. O subir para cima dele sem aviso prévio, e dançar-lhe freneticamente em cima até me vir nele. Uma vez. Duas vezes. À terceira, arrasto-o comigo e cravo-lhe fundo as unhas no peito, enquanto ele me tapa a boca para não gritar.
Desencaixo-nos e ficamos ali, no melhor dos silêncios que possam existir.
Ele adormece, mas o meu velocímetro não abranda. Na penumbra, com a cabeça virada de lado, olho para ele enquanto deixo escorregar os dedos pelo meu íntimo, encharcado de mim e dele. Levo-os à boca e chupo-os. Quero mais. Tento contrariar, mas de imediato surgem-me mil imagens na cabeça e a pulsão entre as pernas é violenta. Revejo-o a ele. Os últimos minutos, e outros mais antigos. Coisas que me ficam e que nunca esqueço. O meu cabelo agarrado com toda a força fazendo-me curvar a cabeça para trás. A mão bruta que dá palmadas no rabo empinado. O olhar desesperado na direcção do meu. A minha súplica para que me encha de prazer até me fazer sentir dor. O ser agarrada, beijada, lambida, mordida como um objecto de prazer. O peso súbito do corpo forte dele sobre o meu. As ancas frenéticas e as pernas enlaçadas. A pele molhada esfregada contra a minha. Marcas vermelhas e unhas cravadas. O fôlego exasperado dele no meu pescoço e o uivo descompassado no meu ouvido. O grito que ele me obriga a dar e a investida final. O leite quente dele que me encharca por dentro. Tenho-me nas mãos. Sei que assim não vou conseguir dormir. E já decidi que ele também não.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

É no teu corpo que purgo as minhas loucuras. No olhar negro, inquietante e que parece gritar a palavra [sede] a qualquer hora. Na fúria da tua carne contra a minha, num carrosel de dor e prazer, cujo vício, é díficil de quebrar. Em palavras, escritas de tesão na ponta dos dedos, cruas, nuas de vergonhas ou pudores, onde a única intenção é provar e dar-te a sentir o sabor desta cegueira. Saber como o íntimo pulsa, violento, a cada novo delírio lido e partilhado e escorrer pela antecipação do teu rasgar dentro de mim.