quinta-feira, 30 de julho de 2015

terça-feira, 14 de julho de 2015

Ele era a sua maior paz e o seu mais absoluto desassossego. O eterno instigador. O que a levava a reinventar-se a cada novo fôlego. O que não lhe permitia desviar do objectivo, o que a fazia querer caçar e ser a presa. O parceiro de jogo mais hábil e insaciável. O que pintava fora das linhas e em cores que a faziam faminta. O equilíbrio. A voz da razão. O queimar de um corpo sempre febril. O abraço que a acalmava e inquietava, ao mesmo tempo. Aquele de quem ansiava saber sempre mais, mesmo já sabendo tanto. O sentir sem matemáticas. O alimento e a gula para os sentidos dela. O veneno tomado por gosto e sem critério. As águas calmas e o maremoto que tudo parecia levar na sua frente. O azul do céu e o vermelho do inferno.