sexta-feira, 11 de setembro de 2015


Confessa-te a mim... 
Palavras leva-as o vento, mas a pele, essa, nunca esquece. Ofereço o calor do meu corpo para arder contigo. Não me encontres, porque gosto-te perdido. A tua febre consome-me e instiga-me a entrar em delírio. Perco o norte e só obedeço ao que os sentidos me impõem. Confunde o teu cheiro com o meu e partilha comigo o sabor que temos juntos. Boca a boca.
Apetece-me ser o vício. A razão de viver…e de morrer, quando a carne gritar que não aguenta mais.
Ferve o sangue, violento, nas veias. Não há como travá-lo quando te empurra abismo abaixo, ansioso por te cravar no corpo todas as sensações possíveis de serem vividas.
Guardo comigo as cores dos teus segredos, e a certeza de que há sentires que não conhecem limites...