quarta-feira, 22 de junho de 2016

quarta-feira, 15 de junho de 2016


Danço-lhe em cima das coxas transpiradas. Mais rápido. Mais forte. Mais fundo. Ele enterra a cabeça no meu peito e eu arqueio as costas para que o encontre e sacie a boca nos meus mamilos. Por dois segundos temo não conseguir aguentar tanto estímulo. O sexo dele a abrir-me, com ganas, a carne, a língua e os dentes a devorarem-me a pele entumescida, inflamada, cor de súplica.

Cedo às mãos que se cravam com força no meu rabo, e me forçam as ancas contra as dele. Sinto-o tocar no meu fundo, e o orgasmo que não tarda a vencer-me. Seguro-lhe a cara entre as minhas mãos, encosto a minha testa à dele e gemo-lhe para dentro da boca. Gozo o tesão que me dá aquele negro furioso e febril no olhar fixado em mim, e o alívio que me chega em ondas violentas, acalma-me para a seguir voltar a queimar-me. 

Percebo que o arrastei de vez para o abismo, e lambo-lhe a boca entreaberta de onde escapa o arfar em voz cada vez mais alta. Olho para o nosso simultâneo de peles, num movimento rápido e aflito, as gotas molhadas do esforço, e os meus fios de cabelo colados em mim e nele. Encaixo-lhe as minhas mãos no peito inquieto e marco-lhe os meus dentes ao de leve no pescoço. Percebo-lhe a morte, brutal, quando os olhos se fecham, e a carne, exausta, entorna o prazer em brasa para dentro de mim.
Rio-me para ele.
Pelo palavrão tão sentido no final e pelo(s) corpo(s) satisfeito(s).